Manutenção preventiva é fazer o serviço antes da quebra: lubrificar, trocar filtro, reapertar, inspecionar. Todo mundo concorda que é importante, mas na prática muitas empresas ficam só apagando incêndio. O motivo quase sempre é o mesmo: falta um plano simples, com dono e data.
1. Faça o inventário dos equipamentos
Liste todas as máquinas e equipamentos com um código (TAG), nome, setor, fabricante e modelo. Sem saber o que existe, não dá para planejar nada.
2. Classifique por criticidade (A, B, C)
Nem todo equipamento merece o mesmo cuidado. Uma forma prática:
- A (crítico): se parar, a produção para ou há risco à segurança.
- B (importante): a parada atrapalha, mas existe alternativa ou reserva.
- C (baixo impacto): a parada quase não afeta a operação.
Comece o plano pelos equipamentos classe A.
3. Levante o que cada equipamento precisa
Use o manual do fabricante, a experiência dos técnicos e o histórico de falhas. Para cada equipamento, defina as tarefas: lubrificação, troca de óleo e filtros, inspeção de correias, reaperto, limpeza, medições.
4. Defina a periodicidade
Cada tarefa precisa de uma frequência. Ela pode ser por tempo (semanal, mensal, trimestral) ou por uso (a cada 500 horas no horímetro, a cada 10.000 km no hodômetro). Por uso costuma ser mais preciso para compressores, geradores e veículos.
5. Transforme as tarefas em checklists
Um checklist curto, item a item, garante que todos os técnicos façam o serviço do mesmo jeito e que nada seja esquecido. Exemplo para um compressor:
- Drenar condensado do reservatório
- Verificar e trocar o filtro de ar
- Verificar nível e trocar o óleo
- Inspecionar correias
- Medir temperatura de operação
- Testar a válvula de alívio
6. Monte o calendário e execute
Distribua as preventivas no calendário, equilibrando a carga da equipe e respeitando as janelas de parada da produção. Cada preventiva vira uma ordem de serviço com data, responsável e checklist.
7. Acompanhe e ajuste
Meça a aderência ao plano (preventivas feitas no prazo ÷ preventivas programadas) e acompanhe MTBF e MTTR. Se um equipamento continua quebrando, revise as tarefas ou a frequência. O plano não é estático: ele melhora com o histórico.
Onde a maioria trava
Montar a planilha é a parte fácil. O difícil é manter: lembrar das datas, cobrar a execução, registrar o que foi feito e juntar tudo em indicadores. É aí que um software de manutenção e um método de implantação fazem diferença.
A consultoria AGX² implanta o PCM junto com a sua equipe, da organização do setor ao plano de preventivas e aos indicadores. E o App AGX² Manutenção gera as OS de preventiva na data certa, com checklist no celular do técnico.